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Mostrando postagens de março 12, 2014

Pequenas impressões sobre um pedacinho do nordeste

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Pra quem trabalha com cultura, caminhar pelas ladeiras de Olinda é se surpreender... Cada casa é uma casa de cultura, um centro cultural, uma escola de música, uma galeria de arte, exposições, artesanato, um bar, a sede de blocos de carnaval, de movimentos sociais e estudantis, ou algum mercadinho, frutaria, sorveteria, lan house... A casa nunca serve só como moradia, mas também como meio de vida e de disseminação de cultura... Daí vem uma manifestação cultural tão forte e tão múltipla... Na rádio, além de músicas diversas de todo o nordeste, como: coco, maracatu, forró, ciranda, mangue beat, tem muita poesia e literatura de cordel sendo recitados pelos radialistas. Muitas histórias da saga dos nordestinos parece nos transportar de volta ao tempo da rádio novela. O incentivo às manifestações culturais da região não parte só do povo... Nos shows que aconteceram durante o carnaval, 98% dos artistas eram nordestinos... Uma realidade muito diferente de Foz do Iguaçu que po...

ODISSÉIA (Em memória de Martina Piazza)

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O tempo fechado em mar aberto Indica os perigos que redime os caminhantes Quando o horizonte barra as asas navegantes E seguir se faz preciso A noite se veste em luto Para adormecer nossas memórias E a bússola no céu É uma pequena estrela Que teima em desafiar a escuridão Anjos e demônios flertam E jogam xadrez com os destinos humanos Quando parar se faz preciso Pra reconstruir os sonhos A morte é só um mergulho no infinito das sombras Cores e aromas, da noite ao dia, Um efeito sonoro e visual em degradê Emergir se faz preciso Uma dose de ar nas veias E um salto sem tamanho para outras dimensões Uma alfaia constante e cortante improvisando atalhos Um grito no abismo Um eco que evoca o desenrolar de uma nova odisséia Quando a eternidade se cansa de ser eterna E nos surpreende em mar revolto No final O que fica de quem parte É aquela estranha sensação De que nos falta uma parte por Mano Zeu 12/03/14

Martina Piazza – o anjo da guarda das cores

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Estudante de antropologia uruguaia que vivia no Brasil é assassinada friamente na cidade de Foz do Iguaçu . *Por Thayná Torella Foi no dia 2, domingo de Carnaval que perdemos para o machismo uma das mais queridas alunas da UNILA (Universidade Federal da Integração Latino – Americana). Martina Piazza Conde (27 anos), uruguaia, futura antropóloga e em seu último ano na Universidade, era conhecida e querida por praticamente toda a comunidade acadêmica, e por toda a comunidade cultural da cidade. Sua luta era diária, e todos sabíamos que encontraríamos a “Marti” em alguma discussão de gênero ou de cultura. Martina sofreu ironicamente por uma das coisas pelo qual lutava. Martina morreu vítima do machismo. E o que ela teria de características para estimular tanto ódio em alguém? Bem, Martina era uruguaia (estrangeira), ativa nas causas políticas e uma de suas “piores” características: ela era mulher. Martina havia se apresentado no carnaval de Foz do Iguaçu, no Paraná, com o g...