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Mostrando postagens com o rótulo Poesia

Navegando entre asas e ondas: uma viagem poética

Levantar e ouvir as aves cantar, Ver você navegando na onda do informatizar,  Escrevendo para lugares que não posso imaginar.  Não se sabe de onde vem essa onda,  Do rio ou do mar?  Essa distância que vai além,  Dois, cinco, vinte anos passaram,  Uma hora dará certo, fico a imaginar,  Navegar e morar em alto mar.

Cena de mistério e Reflexão nas margens do rio

Certo dia na beira de um rio Cachorro latindo nada viu Homem assistindo tomando de barril Cana era doce, sem ser doce Na escuridão, um cavalo azulão Um homem montado, na imensidão Coruja gritando na plantação Homem com medo cheio de imaginação Pensar sem achar solução Você querendo sem mostrar demonstração Quanto tempo, esperando essa solução

Marcela das flores amarelas

Marcela das flores amarelas corre com as mãos apertadas fixando no olhar flores e sonhos Marcela corre ao vento com seus olhos bem abertos corre, corre abraçando com firmeza o amor de quem passa e vê a menina a sorrir querendo mudar o mundo enquanto carrega as flores amarelas ela sabe, nós sabemos, eles sabem: cada vez que vem a mestra à biblioteca ensinar e brincar com as crianças as flores do jardim de Marcela passarão das suas mãos para outras num gesto de gratidão Por Cristiane Grande | Unila

Um rap pro centenário

Sempre que volto pra Foz escrevo um poema de retorno com o nome “Ainda Te Amo”...     Dos três últimos, dois deles narram a minha relação de amor e ódio com a cidade. Aquela velha contradição de receber desprezo e devolver amor... A terceira versão é de rompimento, uma canção de ódio, que também pode ser uma forma de amor... Odiar aquilo que te faz mal é amar o que te faz bem... Segue abaixo o poema transformado em rap: NÃO ME CHAME (pro seu centenário) Não me chame não, não me chame Não me chame não Não me chame não, não me chame Não me chame não, Não me chame não Para participar dessa festa Dessa sua comemoração Não me chame não, Pra sentar na sua mesa Pra provar do banquete da carnificina Do seu drink de sangue da sua chacina Não me chame não Pois sou fruto da sua injustiça Sou produto da sua segregação Sou a face do caos em meio à beleza Nesse poço de contradição Sou a mancha no mapa, a cara a tapa A vítima no chão Estatística da violência Dessa sua especulação Sou o...