Sempre que volto pra Foz escrevo um poema de retorno com o nome “Ainda Te Amo”... Dos três últimos, dois deles narram a minha relação de amor e ódio com a cidade. Aquela velha contradição de receber desprezo e devolver amor... A terceira versão é de rompimento, uma canção de ódio, que também pode ser uma forma de amor... Odiar aquilo que te faz mal é amar o que te faz bem... Segue abaixo o poema transformado em rap: NÃO ME CHAME (pro seu centenário) Não me chame não, não me chame Não me chame não Não me chame não, não me chame Não me chame não, Não me chame não Para participar dessa festa Dessa sua comemoração Não me chame não, Pra sentar na sua mesa Pra provar do banquete da carnificina Do seu drink de sangue da sua chacina Não me chame não Pois sou fruto da sua injustiça Sou produto da sua segregação Sou a face do caos em meio à beleza Nesse poço de contradição Sou a mancha no mapa, a cara a tapa A vítima no chão Estatística da violência Dessa sua especulação Sou o...
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